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Secret Garden
...
Sexta-feira, Novembro 02, 2007
Neste momento venho lhe pedir
A força da qual necessito
Tenho, agora, que redigir
Árduo trabalho escrito...
Limpe minha pobre mente
Inspire meu triste coração.
Alma, mostre o que sente!

Pensamentos vêm e vão
Alteram-se a toda hora
Sinto leve inspiração...
Tem que ser agora!
Ouça o meu pedido
Rogo-lhe, seja minha musa!
Ensina-me a ser decidido
Livre de qualquer escusa!
Líricas, para ti, hei de compor
Ostentando a beleza do amor!

(Rafael Britos)
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Segunda-feira, Outubro 29, 2007
Ninfa que canta e enfeitiça,
Acalenta-nos com sua lira...
Todos se enchem de cobiça,
Ávidos, loucos por ouví-la.
Leva nossos temores medonhos,
Infiltra em seus lugares
Amores, desejos e sonhos.

Preces, nós fazemos a ti;
Afrodite, ó Deusa do Amor.
Supra as carências daqui
Trazendo seu brilho e fulgor.
Ou serias tu, Atenas;
Real dona do saber?
Então queremos apenas
Louvar ao teu grande poder.
Lembrei-me, seu nome é mais belo!
Oh, nossa deusa: Natália Pastorello.

(Rafael Britos)
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Domingo, Agosto 19, 2007
Nem neste nosso vasto mundo,
Até mesmo nas frias alturas,
Também no túnel mais fundo,
Águas cristalinas tão puras
Lembro-me de ter encontrado
Iguais teus olhos luzidios,
Anjo meu, ser adorado!

Penso em ti desde a matina
Até chegar a noite escura
Semblante angelical que fascina
Traz, para minha dor, a cura.
Olho-a, não anda, desfila...
Rapidamente a paixão me consome.
Eu, tolo, tento substituí-la.
Letal engano tentar outro nome;
Lúcia, Priscila ou Amália;
Onde cabe apenas um: Natália.

(Rafael Britos)
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Quarta-feira, Julho 25, 2007
Nunca, no futuro ou outrora,
Apareceu ou terá como tu, uma menina
Tão bela quanto a aurora,
Ápice da criação divina.
Luz celestial ardente...
Igual a ti não haverá
Antes, agora, eternamente...

Pois tens a pele macia
Alva e pura como o dia,
Sorriso que a todos encanta.
Teus áureos cabelos, belos;
Olhos profundos e singelos;
Relíquia, tão pura, tão santa.
E declaro a quem quiser ouvir,
Linda flor não há de existir;
Lírio, rosa ou dália;
Outra como você, Natália.

(Rafael Britos)
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Terça-feira, Maio 15, 2007


Boneca quebrada

"Oh, minha querida boneca de porcelana
Te conduzo até a minha pequena cidade desconhecida;
Seu rosto modelado a mão, impressiona-me
Rosto todo delicado, porcelana meu amor.
Te observo com seus olhos de vidro,
Seus cílios grandes, arranco-os um a um
Sua boca desenhada, pinto de esmalte vermelho;
Abro o teu peito, para ver o que tem dentro;
Seu coração já está cansado, não se esforce
Arrancarei seu coração;
E guardarei numa caixa de sapato, para sempre.
Não se preocupe minha amada,
Feche seus olhos e deixe se levar para um mundo melhor."


(Cô)
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Quarta-feira, Outubro 18, 2006
Sobre plantas e pés

As plantas perfumam até os pés de quem as esmaga...
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Sexta-feira, Agosto 11, 2006


Antífona

"Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras
Formas do Amor, constelarmante puras,
De Virgens e de Santas vaporosas...
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas ...

Indefiníveis músicas supremas,
Harmonias da Cor e do Perfume...
Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...

Visões, salmos e cânticos serenos,
Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes...
Dormências de volúpicos venenos
Sutis e suaves, mórbidos, radiantes ...

Infinitos espíritos dispersos,
Inefáveis, edênicos, aéreos,
Fecundai o Mistério destes versos
Com a chama ideal de todos os mistérios.

Do Sonho as mais azuis diafaneidades
Que fuljam, que na Estrofe se levantem
E as emoções, todas as castidades
Da alma do Verso, pelos versos cantem.

Que o pólen de ouro dos mais finos astros
Fecunde e inflame a rima clara e ardente...
Que brilhe a correção dos alabastros
Sonoramente, luminosamente.

Forças originais, essência, graça
De carnes de mulher, delicadezas...
Todo esse eflúvio que por ondas passa
Do Éter nas róseas e áureas correntezas...

Cristais diluídos de clarões alacres,
Desejos, vibrações, ânsias, alentos
Fulvas vitórias, triunfamentos acres,
Os mais estranhos estremecimentos...

Flores negras do tédio e flores vagas
De amores vãos, tantálicos, doentios...
Fundas vermelhidões de velhas chagas
Em sangue, abertas, escorrendo em rios...

Tudo! Vivo e nervoso e quente e forte,
Nos turbilhões quiméricos do Sonho,
Passe, cantando, ante o perfil medonho
E o tropel cabalístico da Morte..."

(Cruz e Souza)
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Sexta-feira, Maio 27, 2005


Caos?

"...Agora, olhando-me no fundo da transparência das águas
Os movimentos disformes não me deixam ver além
...

O mar tornou-se frio como a manhã fria
Verde acizentado como seu manto inspirador de inverno..."

(Nayana)
posted by CalienNostië @ 4:50 PM   <$BlogItemCommentCount$> comments <$BlogItemControl$>
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Domingo, Fevereiro 13, 2005


"{...}Fui aos bosques porque queria viver deliberadamente, enfrentar somente os fatos essenciais da vida, e ver se eu não podia aprender o que ela tinha a me ensinar, e não, quando viesse a morrer, descobrir que não havia vivido. Não queria viver o que não fosse vida, viver é tão bom; nem queria praticar resignação, a menos que fosse realmente necessário. Queria viver profundamente e sorver toda a essência da vida, viver violenta e espartanamente de forma a derrotar tudo que não fosse vida, e reduzí-la aos seus mais simples termos, e, se isso se provasse pobre, porque então alcançar a sua miséria completa e genuína, e anunciar esta miséria ao mundo; ou se fosse sublime, conhecer de experiência, e ter condições de dar um relato fiel disto em minha próxima excursão.{...}"

(Henry David Thoreau)



posted by CalienNostië @ 10:07 PM   <$BlogItemCommentCount$> comments <$BlogItemControl$>
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Sexta-feira, Janeiro 28, 2005


Alva Outonal

É triste ver o romper d'alva
Entre as brumas turvas do outono,
Sentir vir dos alpes as lufadas,
Trincando minh'alma vazia, que enfadonho.

Junto delas a eflorescência cessa,
As ervas soltam lânguidos lamentos,
O orvalho cobre o chalé e começa,
A súplica pelo estio, alegres tempos.

Meu coração, já fadigado, dilacera
Quando ouço os lúgubres uivos telúricos,
O agonizar vindo do centro da Terra
Quando toco frutos de pomares rústicos.

E nesse hesitar, minha mente é cega,
Vacila por entre brisas, estonteante,
Se o romantismo outoniço nega
Sabe da dor de uma alma errante.

(Lúcia Regina)
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Segunda-feira, Dezembro 06, 2004


Epifania...

"{...} Vou-me aos bosques todas as manhãs frias, nubladas, quando o sol começa a nascer, iluminando o dia... Sento-me na grama e sinto a brisa fresca outonal em meu corpo. É deleitoso ouvir o leve som das águas da cachoeira, além dos belos cantos dos pássaros. E as flores ao meu lado... São tantas... Deito-me na grama, relaxo, e fecho os olhos. Descanso-me, e aquela bela música vêm em minha mente. Oh, deleite! Entro n'água gélida e cristalina, vejo aqueles peixes de água doce... Sinto um aroma adocicado... Saio da água e ando pelos bosques, toda molhada e fria, ainda com aquela bela música em minha mente. Ando, seguindo aqueles caminhozinhos de terra, entre grandes árvores, plantas, flores. Sinto a brisa fria e o aroma doce. E aquela bela música em minha mente ... "
posted by CalienNostië @ 6:51 PM   <$BlogItemCommentCount$> comments <$BlogItemControl$>
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Quarta-feira, Dezembro 01, 2004


Tardes de Outono

Tardes frias e coloridas
Tardes de outono com suas folhas caídas
Trazem de volta lembranças
Da família as heranças

Lugares visitados
Brincadeiras antigas
Amigos afastados
Sensações infelizmente esquecidas

Mas viver olhando para o passado
Faz perder o presente
- Mas que presente?
Ele acaba de se tornar passado...

No presente momento
O futuro vira passado
Sem rastro ter deixado
A não ser as lembranças

Heranças de um passado
Longínquo ou recente:
Passado esse que até há pouco
Era momento presente

Saudosas, ensolaradas e felizes,
Ou ainda dolorosas e frias;
Tardes de outono tão profundas,
Por vezes, enchem os olhos de lágrimas...

(Pedro Martins)
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